Minha cunhada não é designer. Ela fez administração, trabalhou anos numa empresa de RH e quando teve o filho dela decidiu que não queria voltar pro regime de oito horas. Não por preguiça. Por escolha mesmo. Ela queria estar em casa sem abrir mão de ter dinheiro próprio.
Eu sempre achei que ela ia voltar a trabalhar formalmente em algum momento. Todo mundo achava isso.
Aí um dia ela me mostrou o celular com um relatório de vendas aberto. Eu olhei sem entender o que estava vendo. Perguntei o que era. Ela falou: “É um arquivo que eu fiz numa tarde. Vendi mais de 200 vezes. Não mexi mais nele.”
Fiquei olhando pra tela tentando fazer aquilo fazer sentido.
O arquivo era um convite de chá de bebê. Simples, bonito, com espaço pra personalizar o nome. Ela tinha feito numa ferramenta gratuita que eu já tinha no computador e nunca tinha usado direito. Colocou pra vender numa plataforma que eu conhecia de nome mas nunca tinha explorado. E foi esquecendo.
As vendas não foram esquecendo junto.
O que me travou por um tempo foi achar que precisava ser designer pra fazer aquilo. Essa é a barreira que a maioria das pessoas não consegue passar, não porque seja real, mas porque parece real. Quando minha cunhada me mostrou o processo na prática, do começo ao fim, eu percebi que o design é a parte mais simples da história. O que faz diferença mesmo é outra coisa, e essa outra coisa ela me explicou com calma numa tarde na casa dela.
Não vou descrever aqui qual é esse detalhe porque já tentei resumir em texto e sempre fica incompleto. É o tipo de coisa que precisa de contexto pra não ser mal interpretada. Quando tiro o contexto, parece simples demais e as pessoas pulam a parte que mais importa.
O que eu posso dizer é que o nicho infantil tem uma característica que poucos nichos têm: as pessoas compram com emoção alta e prazo curto. Grávida não espera. Mãe organizando chá de bebê não espera. Isso cria uma demanda constante que não depende de tendência, de estação do ano ou de algoritmo favorável.
Comecei com três arquivos. Hoje tenho mais. Mas os três primeiros ainda vendem. O primeiro que fiz ainda vende.
Tem meses melhores e meses mais fracos, como qualquer coisa. Mas tem meses. Todo mês. Com o mesmo arquivo que fiz uma vez.
Se você está procurando algo que caiba na rotina de mãe, sem chefe, sem horário e sem precisar investir pra testar, esse é o caminho que eu mais indicaria pra começar. E quem quiser entender o detalhe que minha cunhada me explicou naquela tarde vai encontrar como chegar até mim aqui na página.

