Toda grávida de primeiro filho faz a mesma coisa. Abre o Pinterest, entra em cinco grupos de mães no WhatsApp, assiste uns quinze vídeos no YouTube e começa a montar uma lista enorme com tudo que parece indispensável. O problema é que quem está fazendo a lista nunca teve filho. Quem está alimentando essa lista são lojas, influenciadoras com publi e outras mães que também estavam no mesmo estado emocional de acreditar que mais é mais.
Minha lista tinha 67 itens. Tinha trocador com redutor, tinha esterilizador elétrico, tinha aquecedor de mamadeira, tinha naninha com batimento cardíaco, tinha projetor de teto musical, tinha bolsa maternidade de marca que eu tinha pesquisado por semanas.
Uma amiga me indicou uma consultora de enxoval que ela tinha usado antes do segundo filho. Eu fui mais por curiosidade do que por necessidade, porque na minha cabeça eu já estava bem encaminhada.
A consultora pegou minha lista, leu em silêncio por uns dois minutos e me perguntou se eu me importava com honestidade. Falei que não. Ela disse: “Você está prestes a gastar muito dinheiro em coisas que vão ocupar espaço no armário por dois anos.”
E foi explicando item por item.
O esterilizador elétrico: panela com água fervendo faz a mesma coisa. O aquecedor de mamadeira: tigela com água morna resolve. O trocador com redutor: uma toalha dobrada numa superfície plana funciona igual e não ocupa o espaço que você vai precisar depois. A naninha com batimento cardíaco: alguns bebês amam, a maioria ignora depois de duas semanas.
Não era minimalismo radical. Era experiência real. Ela tinha acompanhado mais de duzentas mães nos últimos anos e sabia o que voltava sem uso e o que fazia falta de verdade.
A lista que ela me entregou no final tinha 24 itens. Vinte e quatro, contra os meus sessenta e sete. E esses 24 eram diferentes do que eu tinha escolhido em vários deles, porque ela também me ensinou o que olhar em cada categoria, o que as marcas famosas vendem de verdade versus o que o preço está pagando.
Mas o que mudou mais foi onde comprar.
Ela tem um lugar específico onde manda todas as clientes comprar os itens principais da lista. Não é marketplace genérico. Não é a mesma loja que aparece em todo anúncio de Instagram. É um canal que ela foi descobrindo ao longo dos anos acompanhando mães que voltavam satisfeitas no preço e na qualidade.
Eu não coloco esse lugar aqui porque ela me pediu pra não fazer isso, e eu respeito o trabalho dela. Mas posso dizer que a diferença no valor final foi grande o suficiente pra eu lamentar ter comprado qualquer coisa antes dessa conversa.
Se você está montando sua lista agora, ou conhece alguém que está, o caminho mais inteligente não é ter uma lista maior. É ter a lista certa. E saber onde comprar ela.
Quem quiser entender melhor como funciona esse processo vai encontrar uma forma de chegar até mim aqui na página. Respondo com calma, do jeito que a consultora respondeu pra mim.

