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Gripe suína: alerta sem desespero.

Apesar de já termos casos diagnosticados (controlados, sem mortes), fato que já era esperado, ainda não há a menor justificativa para o pânico criado em relação à gripe suína, no Brasil.

O quadro clínico apresenta o mesmo risco de qualquer tipo de gripe, com menor potencial de gravidade do que a gripe aviária.

O fato de ser uma mutação de um vírus conhecido, mas não protegido ainda pela vacina, pode provocar um contágio maior, levando a um aumento esperado do número de casos, inclusive no Brasil.

A expectativa da produção da vacina ainda é remota pela dificuldade em sua produção, bem como pela possibilidade de mutação do vírus.

A melhor opção continua sendo a prevenção.

O mais importante, ainda, é a lavagem de mãos mais freqüente. Muitos casos diagnosticados apresentavam quadros de vômitos e diarréia, mostrando uma possibilidade de transmissão oral-fecal (como a hepatite, por exemplo).

Não há contaminação ao comer a carne de porco cozida (a 70º), porque os vírus da gripe suína são destruídos a essa temperatura.

Deixem, pelo menos por enquanto, as máscaras para o carnaval. Elas não protegem contra a contaminação e após 2 horas de uso são absolutamente inúteis para qualquer tipo de prevenção. Elas devem ser reservadas para o uso dos pacientes infectados.

Além disso, se alguém apresentar sintomas mais agudos que possam ser atribuídos a uma gripe (febre, moleza, falta de apetite e tosse, coriza clara, garganta seca, náusea, vômito e diarréia e dores de cabeça, musculares e articulares), e se tiver passado por regiões onde a doença está em atividade (dados epidemiológicos positivos), deve procurar o serviço médico que estará preparado para diagnosticar e, uma vez identificado, isolar e tratar o paciente.

Em São Paulo:

HOSPITAL SÃO PAULO - UNIFESP
R. Napoleão de Barros, 715 - 5576-4000

HOSPITAL DAS CLÍNICAS / FACULDADE DE MEDICINA DE SÃO PAULO - HCFMSP - FUNDAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - 3069-6405

HOSPITAL DE INFECTOLOGIA EMILIO RIBAS
Av. Dr. Arnaldo, 165 - 3896-1200

Reconhecendo a Gripe Suína

É uma doença provocada por uma mutação do vírus Influenza A H1N1, que pode ser transmitido, por proximidade (chiqueiros, feiras, por exemplo), dos porcos para as pessoas e daí para os porcos novamente, pela tosse ou pelo espirro de pessoas infectadas, entre os humanos (como qualquer infecção viral respiratória – caxumba, rubéola, sarampo, etc.).
           
Só se consegue a certeza isolando-se o vírus influenza tipo A, analisando amostras respiratórias dos pacientes, nos primeiros 4 a 5 dias ou até 10 dias em crianças.
           
Duas questões a se pesar:

1) O diagnóstico laboratorial de confirmação só é feito após o 4º a 5º dia de doença. Agora, com os kits que os serviços de saúde receberam, esse diagnóstico pode ser feito em 3 dias.

2) Esses sintomas são comuns à maioria dos quadros respiratórios, que não são apenas provocados pelo vírus influenza. Resfriados simples, nos dois primeiros dias, podem cursar com coriza, tosse, espirros, mal estar, dor de cabeça (por exemplo) e até com febre alta e não devem ser tratados com esses medicamentos.

O uso indiscriminado desses antivirais pode induzir a mais mutações e a efeitos colaterais com riscos desnecessários.

Em tempo:

A chuva no Brasil já afetou mais de 900 mil pessoas no país com ao menos 126 mil pessoas desabrigadas, em 320 municípios, localizados em 11 Estados e, até esta sexta-feira (8 de maio), foram contabilizadas 44 mortes em decorrências das enchentes.

Essa “epidemia” merece nossa atenção.

Dr. Yechiel Moises Chencinski
Telefone: 11-3285.2105 / 3284.0992

http://www.doutormoises.com.br

 


 


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